O RESPEITO PELA VIDA

Falar de política, nesses tempos, tem sido bem perigoso; todos sabem, o país tá dividido. Basicamente, há os coxinhas e os petistas e o pior de tudo? É o quanto isso tem afetado o comportamento das pessoas, fazendo florescer o ódio dentro de cada uma.

Bom, o blog é meu, então, eu tenho o direito de escrever a minha opinião, quem não gostar, faz um blog e ficamos todos bem.

O Brasil está uma zona. A ambição – que eu considero algo bom – tornou-se algo doentio e revelou o ódio em cada um. Os que estão no poder estão fazendo o de tudo para tirar os direitos da população; os ricos só dizem que não ligam, pois não são afetados; e quem pode fazer a diferença entre os que estão não poder, estão sendo “atacados” ou melhor: eliminados.

Eu já tava bem frustrada só com isso, mas o que me deixou extremamente frustrada e triste, mas acima de tudo, me fez sentir medo, foi os comentários e as atitudes à respeito da morte da ex-primeira-dama Dona Marisa Letícia.

Eu sou contra o Temer e sempre fui contra o impeachment, mas, SE eu fosse coxinha, eu jamais seria capaz de comemorar a morte de alguém, independente da opinião política dela e de qualquer outra coisa, mesmo se fosse um bandido. Por quê? Porque é desumano. Trata-se de uma vida e há pessoas que tinham laços com quem morreu e, agora, está em pedaços. Imagina que sua mãe/pai/avós/esposa/marido/namorado(a)/amigo(a) tivesse morrido e alguém comentasse “finalmente… vai tarde… vai abraçar o capeta…”, você ia gostar?

Se a resposta for sim, procure um psiquiatra.

Sabe o que conseguiu superar esses comentários de seres bizarros na internet? Óbvio, a conversa dos médicos. Aliás, seriam médicos mesmo ou assassinos? Talvez nenhum desses dois, talvez fossem monstros mesmo.

“Ah, mas eles já estão respondendo pelo o que fizeram…” Meu caro, você acha mesmo que eles são os únicos médicos a fazer esse tipo de coisa? Passar informações de quem está no hospital pra outra de fora é errado, da mesma fora que é errado os médicos do mesmo hospital ficarem conspirando contra uma paciente.

Já pensou que você é internado, uma médica reconhece você e passa informações do seu estado para um grupinho que te conhece e começam a fazer comentários a seu respeito? Você ia amar, né? Só que não. E sonha se você acha que os comentários serão bons.

Essa conversa que vazou dos médicos e algo comum no dia a dia de vários médicos, mas ninguém descobre e, se descobrissem, faltariam muitos médicos nesse país.

O meu medo? É, um dia, um médico desse tipo me atender, atender a minha família… É eu e todos os demais não serem atendidos adequadamente, porque o médico não cumpre o seu dever dentro da ética estabelecida, porque ele coloca os sentimentos pessoais antes dos profissionais, porque ele acha que o fato de ter uma vida nas mãos dele, obrigue-o a julgar quando uma pessoa deve morrer e até onde ela deve sofrer.

Onde foi parar o respeito pela vida? E o que se entende por amor pela profissão?

15 anos

Esses dias, subiu no Twitter a hashtag #WhatIWouldTellA15YearOldMe que me fez ficar pensando no que eu diria para meu eu de 15 anos. Não consegui escrever nada no Twitter, na hora, com essa hashtag.

Claro que nem faz tanto tempo que eu tive 15 anos – em 10 dias, faço 23 – e alguns dos problemas que eu ainda tenho que lidar ainda fazem parte do meu dia a dia. Todavia, esses problemas eram mais intensos quando eu tinha 15 anos. Eu tava entrando na adolescência, ia para meu 1º ano do ensino médio e meus pais queriam que eu fosse para uma escola técnica e como entrar nela? Fazendo vestibulinho.

Era a primeira vez que eu me sentia tão pressionada, principalmente pela minha família. Eu simplesmente não tinha apoio deles. Tinha pensamentos suicidas diariamente, chorava todas as noites e rezava para morrer logo; precisei ir até um psicólogo até que, com a ajuda de amigos que passavam pelos meus problemas, consegui dar a volta por cima. Porém, minha frustração e tristeza pelas atitudes da minha família ficam até hoje.

E por isso eu olho para o meu eu de 15 anos e penso: você tá sendo muito forte. Mesmo com tantas pessoas da sua família te massacrando, você não tá cedendo e isso é algo para você se orgulhar e aprender a confiar em você. Parabéns pela coragem, determinação e esforço; por não deixar que pessoas tóxicas destruam seus sonhos. Tudo isso só está te deixando mais forte para encarar a próxima etapa da sua vida – mais difícil – e por isso mesmo, você saberá como lidar com esses novos desafios.

 

COMO COMEÇOU… E TERMINOU

Em 2012, fiz o 3º do ensino médio em outra escola; fiz algumas amizades lá. 5 amigas foram muito especiais; uma delas ainda é, ela é uchinanchu como eu, ama a nossa cultura e eu aprendo muito com ela quando nos encontramos. 4 delas eram um grupo formado já quando eu entrei no colégio e, após um tempo muito na minha, comecei a tentar me aproximar delas, principalmente por SMS e Whatsapp.

Eu tentava fazer os trabalhos em grupo com elas, mas, às vezes, sentia que B não me queria por perto. Uma vez, num trabalho, perguntei se podia fazer com elas e B disse: “depende de quantas pessoas forem, porque eu não quero você no meu grupo”, ela falou rindo, eu senti uma pitada de verdade, mas demonstrei levar na brincadeira. Outra vez, num passeio do colégio, uma menina passou recolhendo os nomes de quem iria e B perguntou para as outras três menina se iriam, enquanto eu conversava com elas: “A, você quer ir? T, você vai? G, e você?”; eu fiquei com aquela cara de quem acabou de ficar no vácuo e tentava disfarçar, então, T perguntou se eu queria ir, eu disse que não e B fez uma cara de quem não gostou de eu ser convidada.

O ano chegou ao fim, cada uma indo pro seu canto, mas tentei manter contato com elas nas férias. Errei feio, em especial, com B. Ela era de quem eu mais tentava ser amiga, sempre mandava mensagem pra ela, perguntando do dia dela e falando do meu, mesmo ela nunca perguntando. Um dia, estava tão nervosa, chorando com os problemas que passava com minha família e fui desabafar escrevendo pra ela e, em resposta, obtive: “ué, escreve no papel e queima…”. Eu fiquei com tanta raiva, mas o que eu disse? “hahaha,…”, levei, novamente, na brincadeira.

Quando fizemos o grupo, no Whatsapp, eu sempre mandava mensagens e, mesmo no privado, eu sempre mandava mensagem para todas elas, quase todos os dias e, raramente, uma delas me respondia ou apenas dizia: “nossa, hum…, interessante, não entendi…, tô ocupada…”. Eu escrevia o nome de alguma delas, se mandasse algo específico e, mesmo assim, acontecia de eu ficar no vácuo. Tentava ser engraçada, comentava quando elas mandavam alguma coisa, mas sempre tive a sensação de que eu era, de fato, um peso pra elas. Eu forcei a elas abrirem um espaço pra mim, elas abriram, mas, de uma certa forma, uma passagem ainda estava fechada.

As conversas no Whats nunca tinham a ver comigo, elas falavam de alguém que elas conheceram numa festa, que estudou com elas e, quando eu perguntava quem é, elas diziam que eu não conhecia e retomava a conversa, como se eu fosse invisível.

Após algum tempo, fiquei bem próxima de A. A gente passou a conversar mais abertamente. Tantas vezes, deixei de lado minha tarefas do cursinho para ler suas mensagens, ela vivia com problemas pessoais e eu sempre tentava aconselhá-la, preocupava-me com ela, realmente.

Quando saíamos, eu tentava rir do que elas falavam, prestar atenção no que diziam, ser engraçada, enfim, tentava ser amigável. Eu gostava de fazer brincadeira com elas, de ser irônica e sarcástica, todavia, é algo que faço com todos e minhas outras amigas nunca tiveram problema, elas fazem o mesmo comigo, afinal, nada disso propaga ódio e preconceito; o que elas nunca me falaram é que isso as incomodava – descobri quando briguei com A.

Quando briguei com A, no final do ano passado, devido à sua falta de interesse pelos estudos (creio já ter falado disso no blog), ela despejou tanta coisa em cima de mim, tanta coisa que me machucou tanto e T queria que eu pedisse desculpa a ela, mas sabe quando você não vê motivo e suas palavras são vazias? Era assim que me sentia, mesmo A tendo me pedido desculpa. Faria algo apenas para agradar T e A, pra variar. B e G foram neutras no assunto.

Quando A postou algo no grupo do Whatsapp, mostrando foto de sua tatuagem nova, todas comentaram “que lindo!”, menos eu e T veio tirar satisfações no privado comigo:

T: Por que você não comenta mais?

Eu: Por que não tem nada de interessante. (na verdade, eu só não queria ser falsa. A tatuagem não me agradava e eu me sentia estranha, após brigar com A em um dia e no outro sair elogiando-a).

T: Então, vai lá com suas amiguinhas da engenharia.

E foi aí que eu decidi dar um basta. Eu me esforcei durante muito tempo para construir uma amizade com elas, fiz todo o meu possível, abri meu coração a elas e elas nunca se esforçaram para ajudar a construir nossos laços. Deixei de fazer várias amizades, porque passava tempo demais no celular, tentando conversar com elas, ouvindo-as e me aproximando delas. Dediquei-me a isso durante 4 anos, desde que deixamos o colégio e nunca parecia como se elas quisessem o mesmo. Sabe, amizade requer dedicação, disse isso a T, e que eu não posso mais fazer isso por ela, nem por A, G e B, então, é hora da gente se afastar.

Eu me iludi ao achar ser possível ter vários amigos. Na verdade, eu  realmente queria ser aquela pessoa que tem muitos amigos e mais de 200 curtidas numa foto no Facebook. Eu nunca serei essa pessoa, porque para ser essa pessoa, eu terei que deixar de ser eu e isso é o que destrói minha integridade. Para mim, a integridade é o que há de mais belo em uma pessoa; é a pessoa ser o que ela é. Continuar forçando amizade com elas só destruiria o que eu mais gosto de ver nas pessoas, além disso, eu estaria sendo hipócrita.

Hoje, me círculo de amigos tem 9 pessoas muito queridas: N, R, B.L, P, C, M, A.S, L e A.Y. Eu as amo, por tudo o que elas são e por tudo o que elas me permitem ser. Eu quero muito falar de algumas dessas pessoas para finalizar esse longo texto:

B.L está comigo desde o 1º ano do ensino médio, ela sabe tudo sobre mim; brigamos muito e deixamos de conversar várias vezes, mas SEMPRE nos respeitamos e nunca usamos como desculpa pelas nossas brigas que tivemos um dia péssimo – eu ou ela ou ambas -. Ela é aquela amiga quase mãe, sabe, fala umas verdades e dá umas broncas também.

N eu conheci no primeiro ano de cursinho. Pense numa pessoa que sempre vai tentar ver o seu ponto de vista e tentar de ajudar. Super inteligente, carismática e eu chego a invejar a capacidade que ela tem de falar com todos. É minha companheira pra SP.

R é a amiga mais antiga, desde 2008 a conheço. Sabe me dar conselhos e me ouvir, canta tão bem e ouvir suas músicas me acalma. Faz anos que não nos vemos pessoalmente, mas a confiança e o carinho são fortes.

M eu conheci no Twitter, em 2009 (eu acho). Minha primeira e única amizade virtual, aquela que seus pais dizem para não fazer, porque é perigoso, mas se você for esperto e sortudo o suficiente, pode encontrar um amigo muito querido. Não conversamos frequentemente, mas ela é uma pessoa maravilhosa, confio tanto nela que é a única pessoa para quem eu passei o endereço do blog.

 

PS1: 2016 trouxe o fim, mas todo fim traz algo novo, eu acredito. Então, que 2017 traga-me sabedoria e força para eu não perder minha integridade, novos amigos são bem vindos, desde que eu não me perca como antes.

PS2: acho importante ressaltar que nem sempre A, T, B e G foram frias comigo. Nos divertimos muitas vezes, eu creio, elas me deram apoio quando eu estava prestando vestibular. Pelos momentos bons, pelos conselhos inesquecíveis e pelo que elas me ensinaram, eu sou muita grata. Eu vou sempre guardar os bons momentos e lembrá-los com carinho e espero, do fundo do meu coração, que elas encontrem seus caminhos e sejam felizes. Além disso, se um dia elas lerem esse texto, quero que saibam que a amizade acabou, mas o caráter continua.

SOBRE 2016

O que dizer desse ano que me torturou desde seu começo até seu fim?

Comecei meu ano torcendo para passar no vestibular. Passei na 5ª chamada e, talvez, alguém pense: “ah, mas passou, é o que importa”, mas só quem já passou pelo cursinho sabe a tortura que é ter seu nome na lista de espera. A gente nunca sabe o que pode ou não acontecer.

Foi um ano de acontecimentos novos e momentos bons e ruins. Os ruins, reconheci na hora. A todo instante, tudo estava cinza ou preto mesmo. Precisou acontecer o primeiro rompimento de laços de anos para eu me dar conta dos momentos bons e valoriza-los.

Passei no vestibular, conheci pessoas novas, fiz amizades – poucas, mas fiz – com pessoas parecidas comigo e que me ajudaram em tudo o que precisei, aprendi a dirigir, mantive e fortifiquei mais ainda meus laços com minhas amigas. Foram meus melhores momentos e conquistas do ano.

Todavia, briguei com uma amiga e, mesmo ela me pedindo desculpas e eu a desculpei, decidi dizer adeus a ela. Talvez, eu tenha pegado pesado com ela, mas fiz aquilo que achei certo. Não posso nem quero mais ter amigos cujas opiniões divergem das minhas, não quero ser amiga de quem diz que namorar é mais importante do que buscar uma vida independente, não quero ser amiga de quem diz e nada faz e não quero ser amiga de quem me trata mal porque seu dia estava péssimo. Quero amigos esforçados, que saibam dividir o pessoal do profissional e que, além de tudo, estejam por perto quando eu precisar; quero amigos sinceros e íntegros.

Sim, eu tenho esses amigos que quero e espero ter mais amigos assim.

Além disso, foi difícil, na faculdade, com os exames, DPs e dificuldade em me enturmar com a galera do meu curso e toda a competitividade que existe no ambiente universitário que me deixaram pressionada, amedrontada e com a sensação de ser a mais burra da turma. Minha falta de coragem para fazer o que é certo só me fazia andar com quem eu já conhecia, mas que não era do meu curso e que, somente dentro da faculdade, percebi que não tem nada em comum comigo.

Após passar o ano todo indo na psiquiatra, na psicóloga, escrevendo no blog, conversando com algumas amigas e refletindo tudo que passei ao longo da vida, percebi que não sou mais a mesma de quando estava no colégio e nunca voltarei a ser. A vida adulta começa a bater na porta. Ainda não tenho contas para pagar nem emprego, mas, meu primeiro ano na faculdade, mostrou-me que a vida não é mesmo um mar de rosas e nem sempre eu vou acordar super disposta, como acontecia no colégio, mesmo eu tendo amigos lá me  esperando. Sempre vai ser mais um dia para aprender e buscar aprender mais ainda até que a hora de colocar tudo em prática seja cobrado e, nessa hora, tudo tem que ser perfeito.

Esse ano, pude adquirir mais consciência do futuro que me aguarda e esse foi o começo dos motivos para os rompimentos que aconteceram e, embora pareça que eu sou ambiciosa, eu quero que quem esteja lendo saiba que eu sou ambiciosa e isso é algo bom, pois é o que me faz acordar toda manhã e encarar mais um dia dando o meu melhor de forma honesta comigo e com todos ao meu redor. Não sou doente por dinheiro. Sou só uma pessoa que quer se esforçar o máximo que puder, ser reconhecida por isso e, acima de tudo, levar uma vida independente e feliz.

Ah, 2016! Tanta coisa aconteceu, mas tanto eu aprendi.

Quando o avião com um time de futebol caiu, eu realmente quis chorar, fiquei triste e fiquei me perguntando “por que estou assim? Eu nem conhecia aquele time, aquelas pessoas… Por quê?”. Quando vi os times de futebol do mundo todo se unindo e prestando suas homenagens, eu senti esperança de que o mundo não está totalmente perdido, embora tenhamos um presidente ruim e o EUA tenha eleito um pior ainda. Minha família sempre me viu com um monstro, pois eu não demonstro sentimentos, depois desse acidente eu tive certeza de que eles estão errados e, pela primeira vez, soube o que é ser humana.

Por isso, pelas dores e tudo o que aconteceu esse ano, obrigada, 2016. Muitos te odeiam, pois foi o ano cheio de mortes de famosos, presidentes mau caráter no poder, guerras e atentados terroristas no mundo, crise econômica… Mas eu reconheço as coisas boas e reconheço que parte das ruins são apenas o reflexo da atual sociedade desacreditada e narcisista em que vivo.

 

Serei repetitiva, mas deixo, novamente, o vídeo de uma entrevista da Gaga, o que ela diz é o que eu tenho buscado fazer.

 

PARTE DE MIM

Eu tô num momento que não sei como  começar a escrever o que tô sentindo.

Odeio ser jovem e ver tantas pessoas que passam pela minha vida indo embora e nunca mais voltando. Eu sei que faz parte de todo ser que existe nesse planeta: nascer, crescer, morrer. Nem todo ser talvez, uns vão antes, outros ficam um pouco mais de tempo, outros conseguem passar por todas as fases… É a vida, como digo. Mas, ainda assim, ainda tendo consciência de que, um dia, as pessoas vão embora, eu não consigo não sentir dor, raiva, angústia e, mais que qualquer outro sentimento, tristeza.

Eu quero guardar comigo cada pessoa importante até o dia em que eu tiver que ir embora, mas mais que isso, tenho vontade de dar a minha vida por essas pessoas que amo. Minha vida é tão insignificante. Tudo se resume a brigas com os pais e irmão, desespero na faculdade, necessidade de emprego… Eu não sou importante para ninguém e o que eu quero não é importante para ninguém. Não tenho namorado ou marido, filhos e não cuido de ninguém. Também sei que nunca formarei uma família, todos dizem que sou difícil e não sou boa o suficiente para quem eu gosto. Não haveria diferença se algo acontecesse comigo.

Mas com as outras pessoas, as que eu tanto me importo, é o oposto. Elas têm alguém importante, elas vão deixar um buraco na vida de alguém e, além disso, elas são pessoas maravilhosas, amáveis e com um coração enorme que eu penso não ser digna de ter elas na minha vida tão minúscula.

Às vezes, eu rezo e, na minha oração, peço para que Deus proteja essas pessoas, peço para que Ele passe para mim todo o sofrimento delas. Eu sou uma péssima pessoa comparada a elas. Sou um lixo. Não tenho nada de especial que fará uma mínima diferença positiva nesse mundo. Meus pais e meu irmão sempre me disseram que eu não valho nada, sou ruim e imprestável. Eu quero sentir uma vez na vida que eu sou útil, poder fazer feliz as pessoas que amo e provar aos meus pais e irmão que eles estão errados.