A BELEZA DE SAILOR MOON

Férias, infelizmente, chegando ao fim e o que eu fiz? Revi Sailor Moon e assisti à segunda versão que eu nem sabia que existe.

Foi uma das melhores coisas assistir Sailor Moon, não só para ter a sensação da época em que eu era criança, mas para perceber o quanto esse anime ajuda a formar crianças sem preconceitos. Claro que ele peca em algumas partes, na primeira versão do anime, tem um episódio em que há crítica em ser gorda, demonstrando preconceito. Fazer o que? Nem tudo é perfeito.

Entretanto, há algo muito bonito que esse anime mostra em ambas as versões: a atração por pessoas do mesmo sexo e as características de homens e  mulheres diferentes do que estamos acostumados a ver em outros animes/séries. Por exemplo, a Haruka.

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Ela é uma mulher que se veste como homem e dá em cima de mulheres, na primeira versão do anime. Até mesmo beija a Tsukino Usagi, na segunda versão do anime, em quanto está atuando como Sailor Uranus. Ela tem um relacionamento com a Michiru muito bonito e discreto, diria que é um amor maduro, sem aquelas frescurinhas de casal – como a gente vê a Usagi agindo com o Mamoru. É muito bonito ver como as duas fazem tudo pela outra, a lealdade delas é admirável.

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Na segunda versão do anime, é dito que a Haruka é tanto homem quanto mulher. Por isso, em um dos episódios ela diz que não se importa se a pessoa é homem ou mulher, quando luta contra a Mako-chan usando toda sua força contra ela. A gente pode ver que há, sim, igualdade de gênero nesse anime e, diferente do que estamos acostumados a ver em qualquer série/filme/anime/desenho, as Sailors são as grandes heroínas, sem dependerem a todo momento de algum homem para salvá-las.

Todas as Sailors têm características diferentes, mas que as tornam próximas da realidade e que qualquer um pode se identificar. São personagens comuns como a gente e que tornam-se guerreiras para salvar o mundo.

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Então, deixo aqui minha sugestão de anime e um pouco da minha impressão com Sailor Moon.

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O CERTO A SE FAZER

Numa dessas tardes ensolaradas, com muito o que fazer em casa, ela deixava-se distrair pelos pensamentos cujas perguntas, que ecoavam, ela jamais encontraria respostas.

“Por que as pessoas mentem?”

“Por que as pessoas mostram-se interessadas em você, quando estão com outra pessoa?”

“Por que as pessoas terminam um relacionamento, mas não deixam de olhar o que o/a ex faz?”

Ela sabia que jamais encontraria as respostas sozinha, uma vez que se tratava de uma pessoa específica. Ainda assim, as perguntas insistiam em ecoar em sua mente e atingir seu coração.

Embora seu coração sentisse-se sufocado pelas perguntas, uma parte dele e, principalmente, de sua mente trabalhavam juntos para fazer o certo: deixar para trás a pessoa que a fez fazer tantas questões.

Afinal, ela sabia que ele estava mentindo o tempo todo, desde o primeiro olhar. Ela sabia que ele a queria apenas para usá-la. E, embora ela tenha correspondido, de alguma forma, aos olhares dele, ela estava aliviada por nunca ter deixado-se levar pelos seus desejos e sentimentos. Ela estava feliz por ele nunca tê-la tocado, nem mesmo escutado a sua voz.

Ele nunca foi dela. Ela nunca foi dele. Ter consciência disso era o suficiente para ela o deixar para trás e seguir em frente.

 

COM A SUA PERMISSÃO, ALGUMAS PALAVRAS

Com licença, permita à senhorita Melina dizer tudo o que sente por aquele rapaz que ama o trabalho que faz e que, por isso, consegue exercê-lo de maneira esplêndida?

Permita à essa jovem de cabelo ruivo tingido dizer o que sente por aquele rapaz que adora física e que passa todo o seu conhecimento, nessa área, para pessoas, que apenas toleram essa matéria, passarem a entender e ama-la?

Permita à essa menina fofa e quieta dizer o que sente por aquele rapaz com essência de criança e conhecimento de quem já passou por altos e baixos, mas levantou a cabeça e, agora, tem uma vida maravilhosa?

“Sim, permito.”

E, com a sua permissão, ela diz:

Desde o primeiro olhar trocado, em uma sala com quase 150 alunos, uma alegria, aparentemente sem motivo, tomou conta de mim e eu quis sorrir. Não sabia o que estava acontecendo, mas, com o passar dos dias, percebi o que era e quis fugir.

Fugi quando ele falou com as 150 pessoas olhando para mim; quando ele falou para todos, olhando para mim, procurá-lo, se precisasse. Fugi até o último instante, não só porque sabia que estava gostando dele, mas porque ele era bom demais para ser meu. Ele tem a vida dele praticamente realizada, enquanto ainda estou começando a realizar a minha.

Minha vida e a dele, agora, parecem tomar rumos diferentes e, talvez, a gente não se encontre mais. Entretanto, quero dizer que ele foi a pessoa mais encantadora que conheci, que sua história para chegar onde chegou é incrível, que seu jeito de passar seu conhecimento é maravilhoso, que sua tentativas de piadas faziam meu dia mais feliz, que eu adorava quando ele olhava para mim.

Quero dizer que eu realmente gosto dele, que sentirei muita saudade de ouvir sua voz e eu espero que a vida da gente cruze-se novamente. Gosto muito mesmo dele e desejo, com todo meu coração, que ele tenha uma vida muito maravilhosa, que tenha alguém que entenda suas loucuras, opiniões e gostos, que goste de física tanto quanto ele e que, acima de tudo, ame-o intensamente e que ele, também, ame-a.

E espero que ele me desculpe por ter fugido todo esse tempo, mas espero que entenda que eu preciso realizar alguns dos meus objetivos, para poder acreditar que sou digna de alguém como ele. Sei onde encontrá-lo e, talvez, quando achar que for a hora, irei até ele e, mesmo se ele me disser não, ficarei aliviada por ter falado o que sinto e viverei minha vida, pois as coisas acontecem quando devem acontecer.

 

ASSIM FORAM ANOS…

Foram anos de uma vida sem saber o que é ser amada; apenas encontrando olhares, trocando olhares, sentindo seu coração disparar por pessoas que ela nunca conseguiu se aproximar e tentar uma relação séria. Foram anos que ela ficou se perguntando “por que não consigo deixar ninguém entrar na minha vida?” e nunca obteve nenhuma resposta.

Sua vida sempre foi acompanhada de amigos e família, mas nunca de um amor para compartilhar toda a felicidade que sentia e para poder receber felicidade quando não houvesse mais de onde vir.

Foram anos.

Foram anos.

E, depois de todos esses anos, ela finalmente entendeu que algumas pessoas simplesmente nasceram para amar, mas nunca para serem amadas. Algumas pessoas nunca receberão carinho de quem ama, nunca terão seu amor correspondido, nunca conseguirão se aproximar de alguém, sempre ficarão de coração partido por ver quem ama amando outra. Sim, ela é uma dessas pessoas.

Ainda que ela tenha todos os motivos para se entristecer, ela segue a vida dela, apaixonando-se por trocas de olhares, mas sempre consciente de que nunca passará disso, porque seu destino é seguir o caminho que deve com a solidão.

NADA É COMO PARECE SER

Era um lugar lotado de estranhos, onde deveríamos frequentar toda semana, durante um ano, em uma época em que amores são evitados e, até mesmo indesejados. Mas, quando nossos olhares se encontraram, fomos pegos de surpresa e tudo o que não estava em nossos planos aconteceu e um sentimento surgiu.

Nós nunca conversamos, entretanto, durante um tempo, trocamos olhares e sorrisos. Tentei, ao meu modo, ser gentil com você e, todos os dias, esperava que você viesse falar comigo. Contudo, o tempo passava e nós nunca saíamos do lugar.

Então, em uma noite chuvosa, cansada de sentir a solidão por perto e disposta a entregar meu amor a alguém, criei coragem e escrevi uma carta destinada a você.

Nessa carta, tentei descrever todos os sentimentos que tive desde a primeira vez que te vi e marquei um encontro em uma festa de aniversário de um amigo, se a resposta fosse sim, bastava que piscasse o olho para mim em até três dias.

Quando a carta, finalmente, foi entregue a você, aguardei ansiosamente pela sua resposta. Dois dias se passaram e minhas esperanças tinham me deixado. Mas, no terceiro dia, quando nossos olhares se encontraram, você piscou.

No dia do encontro, estava animada como nunca estive antes; sabia que teríamos nosso momento juntos e mil imagens felizes passaram pela minha mente.

E, então, quando cheguei à festa, vi seu lindo sorriso e seu encantador olhar e você começou a andar em direção a uma outra mulher. Lágrimas escorreram dos meus olhos e eu não sabia para onde ir, senti-me perdida e nua por ter exposto todo meu sentimento naquela carta.

Não durou nem mesmo um minuto a cena que observei, até que. em minha direção, uma pessoa entregou-me uma carta: a carta que eu havia escrito. Ela nunca fora aberta. Embora um alívio tivesse tomada conta de mim, a tristeza pelo o que eu descobri foi maior: nada é como parece ser.