UMA DAS COISAS SEM SENTIDO

Tem muita coisa sem sentido que eu já presenciei, no Brasil, sendo descendente de japoneses.

Não sei se sabem, mas o Brasil foi colonizado por portugueses e havia pessoas vivendo nele sim, eram chamados de índios pelos  portugueses. Mas enfim… Chegaram os portugueses dizendo que descobriram o Brasil (oi? como? já não tinha gente vivendo aqui?), depois mais povos de outros países vieram para viver aqui, cada um com seu motivo. Então, é muito comum, aliás, é normal encontrar pessoas descendentes de italianos, portugueses, espanhóis, alemãs, japoneses, chineses…

Por esse motivo, se você não sabe, deveria perguntar para seus pais ou avós qual a sua ascendência, porque você obviamente tem uma, talvez sua família sempre viveu no Brasil e é indígena. Mas você só terá certeza se perguntar para alguém mais velho da sua família. Mas isso não tem nada a ver com você ser ou não brasileiro; se você nasceu no Brasil, você é brasileiro.

Todos que nascem no Brasil é brasileiro. Aliás, eu sou brasileira.

E o que não faz sentido?

Não faz sentido os brasileiros falando para descendentes ou não de asiáticos (principalmente), que por coincidência também são brasileiros, ou qualquer outra pessoa de outra nacionalidade que veio morar no Brasil para ele ‘voltar para o seu país’.

Nem preciso dizer o quanto isso é xenofóbico, certo?

Mas preciso dizer o quanto isso não faz sentido, umas vez que a maioria das pessoas que dizem isso são brancas e pretas, o que quer dizer que a família delas veio de outros países e, no sentido que elas dizem, elas também não pertencem ao Brasil. Aliás, se for pensar como essa gente xenofóbica, somente os indígenas pertencem ao Brasil.

Enfim, não seja xenofóbico e seja menos ignorante.

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LEMBRE-SE QUEM VOCÊ ERA

Desde quando  era criança, ela ouvia de todos os adultos que cuidavam dela que é importante ler, escrever e guardar aquilo que for bom com ela. Ela ouvia o que eles diziam e sempre levou essas palavras com ela.

Uma das coisas que ela mais amava era copiar frases bonitas em qualquer papel ou em qualquer lugar que ela pudesse ler mais tarde.

Muitas frases que ela guardava era motivacional. Ela amava essas frases que incentivavam a nunca desistir.

Como passar do tempo, ela passou por problemas, típicos da adolescência, que a fez perder seu foco e seu motivo para viver.

Ela nem lembrava mais das frases que havia copiado e guardado.

Ela se perdeu.

Mas um dia, pensando em quem ela costumava ser, antes de passar pelos problemas da adolescência, ela começo a se lembrar do que costumava fazer: ler, escrever e guardar aquilo que for importante.

Ela abriu seu antigo aplicativo de anotações e viu frases de livros e séries que ela havia salvado.

Tais frases diziam para nunca desistir e sempre dar o seu melhor. Essas frases lembraram-na que a vida, embora tenha um fim, vale a pena ser vivida com o máximo de esforço, dedicação e integridade.

E, agora, ela voltará a fazer o que fazia, ler essas frases sempre que possível e continuar procurando por frases que a motivem. Mas o principal, ela voltará a fazer o seu melhor e voltará a ter a ambição de ser alguém quem ela se orgulhará ao seu olhar no espelho.

A melhor frase que ela encontrou:

If there’s just one piece of advice I can give you, it’s this – when there’s something you really want, fight for it, don’t give up no matter how hopeless it seems. And when you’ve lost hope, ask yourself if 10 years from now, you’re gonna wish you gave it just one more shot. Because the best things in life, they don’t come free.

Grey’s Anatomy

15 anos

Esses dias, subiu no Twitter a hashtag #WhatIWouldTellA15YearOldMe que me fez ficar pensando no que eu diria para meu eu de 15 anos. Não consegui escrever nada no Twitter, na hora, com essa hashtag.

Claro que nem faz tanto tempo que eu tive 15 anos – em 10 dias, faço 23 – e alguns dos problemas que eu ainda tenho que lidar ainda fazem parte do meu dia a dia. Todavia, esses problemas eram mais intensos quando eu tinha 15 anos. Eu tava entrando na adolescência, ia para meu 1º ano do ensino médio e meus pais queriam que eu fosse para uma escola técnica e como entrar nela? Fazendo vestibulinho.

Era a primeira vez que eu me sentia tão pressionada, principalmente pela minha família. Eu simplesmente não tinha apoio deles. Tinha pensamentos suicidas diariamente, chorava todas as noites e rezava para morrer logo; precisei ir até um psicólogo até que, com a ajuda de amigos que passavam pelos meus problemas, consegui dar a volta por cima. Porém, minha frustração e tristeza pelas atitudes da minha família ficam até hoje.

E por isso eu olho para o meu eu de 15 anos e penso: você tá sendo muito forte. Mesmo com tantas pessoas da sua família te massacrando, você não tá cedendo e isso é algo para você se orgulhar e aprender a confiar em você. Parabéns pela coragem, determinação e esforço; por não deixar que pessoas tóxicas destruam seus sonhos. Tudo isso só está te deixando mais forte para encarar a próxima etapa da sua vida – mais difícil – e por isso mesmo, você saberá como lidar com esses novos desafios.

 

TENTATIVA FRUSTRANTE DE AJUDAR

Acredito que muita  gente, quando fez trabalho em grupo, sofreu com aquele colega que não ajudava, só atrapalhava ou já teve aquele amigo que só tava lá para curtir, não se esforçava em nada e sempre tinha uma desculpa na ponta da língua.

Semestre passado, eu e, na época, minha amiga tínhamos algumas matérias em comum, embora não fôssemos da mesma turma. Ela é aquele tipo que deixa tudo pra última hora, recusa-se fortemente a sacrificar um tempo de lazer para estudar e quando faz algo, faz de qualquer jeito. Dizia para ela estudar, tentava ajuda-la no que podia, mas ela estava sempre mais atenta ao celular: “é que se eu não responder na hora, minha namorada fica brava”.

No atual semestre, pegamos algumas matérias juntas e me arrependo, porque ela continua não se esforçando. Fazemos lab de física juntas e ela sempre quer recolher os dados o mais rápido possível para ir embora, não pergunta se eu preciso de ajuda para fazer o relatório, quando ajuda, faz de qualquer jeito, inventa uma desculpa de que não pôde ajudar porque a namorada estava mal ou porque a família brigou com ela.

Brigamos por causa disso. Tentei ser o mais calma possível na discussão. Disse que ela pouco faz, pouco se interessa e que ela deveria separar o pessoal do profissional. E o que ela fez? Chamou-me de ignorante, julgou o meu caráter por pedir ajuda a outras amigas, usou as brincadeiras que eu faço com ela como humilhações que eu a faço passar, sendo que, quando eu me irrito com alguma brincadeira, eu sempre falo; ela não poderia ter feito o mesmo? Amigo que é amigo diz na cara o que pensa. Não tem meias palavras.

Disse a ela que ela deveria refletir nas atitudes que ela têm tomado e ela diz “você também”. Sim, eu reflito todos os dias, sempre. Tanto que demorei para ter essa discussão com ela, porque estava analisando como ela vem agido. Pensei nas palavras que usaria, mas fiz tudo pelo bem dela. A vida não é fácil. Faculdade é muito difícil, não se resume em festas e participar da Atlética. A gente precisa de um banho de água fria, às vezes, pra encarar a realidade e perceber que contos de fadas não existem, você não terá seu príncipe encantado de uma hora para outra, sua vida não será repleta de purpurina se você apenas esperar acontecer o que deseja realizar-se.

A vida é uma luta. Ela usou minha depressão como meu ponto fraco para os meus erros na faculdade e eu assumo. Mas aqui estou, indo na psiquiatra uma vez ao mês, ao psicólogo toda semana, tomando meu remédio como o prescrito e lutando para não afundar de novo. Se você procurar, sempre terá desculpas para não fazer algo ou fazer de qualquer jeito. Porém, se você quiser, você passa por cima de tudo o que quer te levar para trás. Tem que querer e mais do que isso: fazer acontecer.

Sim, estou triste pelo fim da amizade, mas, acima de tudo, aliviada. Eu tentei de todo o coração ajuda-la e ela, em nenhum momento, reconheceu o que eu fiz por ela. Fiz o que estava ao meu alcance, senti as dores dela, mas nada valeu. Minha parte foi feita. Agora, segue cada uma o seu caminho e deixe que a vida mostre o que deve.

E O RESPEITO, PROFESSOR?

Respeito é tão bom, não é mesmo? Respeitar alguém – qualquer coisa – deixa nosso dia tão leve, porque nossa consciência não  tem com o que se preocupar. Contudo, não ser respeitado dói, entende?

Dói a gente ser alvo de críticas cheias de ofensas, dói ouvir que nossa opinião (sem ódio/ofensas) não deve ser considerada, dói ouvir que nossa opinião perto da de uma pessoa com mais estudo deve ser desmerecida… Mas, das coisas que têm mais me feito sentir triste, é ver professores massacrando opiniões de quaisquer outras pessoas de diferentes formação ou, até mesmo, que não são formadas, dizendo, implicitamente, que pessoas com opinião diferente das deles são “babacas” ou “não sabem o que dizem”.

Eu admiro muito os professores, aqueles que dão aula com todo o amor e acreditam num futuro melhor. Acreditar num futuro melhor é acreditar que os jovens poderão fazer a diferença no mundo e trazer uma nação cheia de bondade e justa. E por isso, o professor dá o melhor de si em sua aula e tentam mostrar aos jovens o que é certo e errado e, portanto, ele é conhecido, também, como educador.

Muitos alunos ainda estão conhecendo o mundo para poder identificar o certo e errado e têm a ajuda dos professores para verem em outra perspectiva determinado assunto e, assim, poderem argumentar melhor e defender seu ponto de vista. Tem todo um processo até que o aluno tenha sua opinião formada e tenha consciência do que está defendendo. Claro que alguns assuntos são mais demorados de serem entendidos e outros entram em conflito com a opinião do professor.

E é aí que entra o respeito.

Em sua opinião, ainda em formação, os alunos tentam explicar aos professores o porquê de serem a favor ou contra algo e alguns professores, simplesmente, parte para a ignorância e dizem “você não sabe o que diz”. E eu me pergunto, então, por  que você, professor, não explica o que ele não sabe, sem fazer seu aluno se sentir ofendido? Ele ainda está aprendendo e é sua função mostrar, ensinar e tentar fazê-lo entender o motivo de ele estar errado sem desrespeitá-lo.

É claro que professor tem que demonstrar aos seus alunos confiança ao dar opinião sobre tal assunto, é o que faz os alunos acreditarem nele. Mas falta de respeito e arrogância são coisas que não devem fazer parte da vida de um educador. Aliás, questiono muito o valor de um professor quando vejo como ele age com as pessoas, por mais que as pessoas digam: “mas fora de sala ele não é mais professor”, acredito que certas atitudes não devem fazer parte de nenhum ser humano, falta de respeito, principalmente.

No Facebook, por exemplo, vejo o quanto certos professores são arrogantes e tratam com extrema superioridade a opinião deles em relação às outras. Quando professor e não professor têm opiniões diferentes, sendo que ambos tem o mesmo conhecimento, sobre determinado assunto, o professor se sente o dono da razão para dizer que “não é isso”, “você não sabe o que fala”, “sou professor, minha opinião é o que conta”, “não analiso com mente de babaca”…

O mais chato disso tudo é ir contra esses comentários e eles dizerem que não são obrigados a agirem como professores fora de sala. Podem não ser mesmo, mas é fato que muitos professores têm muito mais alunos e ex-alunos em suas redes sociais do que amigos de fora e esse alunos sentem-se mal pelas ofensas que leiam, outros ficam indignados ao verem que tem professor capaz de tanta arrogância.

Acredito que da mesma forma que os professores querem que os alunos entendam a opinião deles, os professores também devem aprender com a dos alunos, sempre respeitando e buscando encontrar o melhor caminho para fazer sua opinião fazer valer ou para aceitar e compreender que há mais uma perspectiva a ser considerada.