LEMBRE-SE QUEM VOCÊ ERA

Desde quando  era criança, ela ouvia de todos os adultos que cuidavam dela que é importante ler, escrever e guardar aquilo que for bom com ela. Ela ouvia o que eles diziam e sempre levou essas palavras com ela.

Uma das coisas que ela mais amava era copiar frases bonitas em qualquer papel ou em qualquer lugar que ela pudesse ler mais tarde.

Muitas frases que ela guardava era motivacional. Ela amava essas frases que incentivavam a nunca desistir.

Como passar do tempo, ela passou por problemas, típicos da adolescência, que a fez perder seu foco e seu motivo para viver.

Ela nem lembrava mais das frases que havia copiado e guardado.

Ela se perdeu.

Mas um dia, pensando em quem ela costumava ser, antes de passar pelos problemas da adolescência, ela começo a se lembrar do que costumava fazer: ler, escrever e guardar aquilo que for importante.

Ela abriu seu antigo aplicativo de anotações e viu frases de livros e séries que ela havia salvado.

Tais frases diziam para nunca desistir e sempre dar o seu melhor. Essas frases lembraram-na que a vida, embora tenha um fim, vale a pena ser vivida com o máximo de esforço, dedicação e integridade.

E, agora, ela voltará a fazer o que fazia, ler essas frases sempre que possível e continuar procurando por frases que a motivem. Mas o principal, ela voltará a fazer o seu melhor e voltará a ter a ambição de ser alguém quem ela se orgulhará ao seu olhar no espelho.

A melhor frase que ela encontrou:

If there’s just one piece of advice I can give you, it’s this – when there’s something you really want, fight for it, don’t give up no matter how hopeless it seems. And when you’ve lost hope, ask yourself if 10 years from now, you’re gonna wish you gave it just one more shot. Because the best things in life, they don’t come free.

Grey’s Anatomy

Anúncios

ASSUMIR O COMPROMISSO OU DEIXAR PRA LÁ?

Fiz dois anos de ensino técnico, quando estava no ensino médio. No 2º ano tive estágio e descobri que não tinha vocação para essa profissão, nem mesmo gostava do meu curso; queria largar o técnico. Como o ensino médio e técnico eram juntos, não tinha como eu largar um e continuar o outro. Então, fui até o fim do 2º ano com os dois e no 3º mudei de colégio.

Assim que descobri que não iria continuar com o técnico, deixei de estudar para ele e passei a me dedicar somente ao ensino médio. Todavia, descobri isso durante o período letivo, então, já havia trabalhos em grupos marcados e eu tinha um grupo. Uma pessoa sem caráter deixariam o grupo na mão, não o ajudaria. Por mais que eu tivesse consciência que fazer trabalhos grupos não fossem fazer diferença pra mim, eu pensei no meu grupo e sabia que faria diferença para ele e não seria justo deixa-lo, afinal, eu firmei um compromisso com ele e deveria assumi-lo.

Ajudei nos trabalhos que tinha dito que ajudaria, fiz minha parte como o combinado e fiz dando o meu melhor, porque era pelo grupo e para o grupo, não dizia respeito somente a mim. Eu lembro desse momento e tenho orgulho da atitude que eu tive e gostaria que todas as pessoas que passam por uma situação como essa, também tivessem essa mesma atitude.

Trabalho em grupo é em grupo. A partir do momento em que você decide fazer parte de um grupo, você deve colaborar dando o seu melhor e ter consciência de que sua participação faz diferença, independente do número de pessoas nele, de você ter assuntos mais importantes pra resolver (estudar outra matéria, no caso) e, principalmente, de você estar insatisfeita com a situação em que você se encontra.

Obviamente, esse texto tem um motivo.

Agora, na faculdade, vejo pessoas que não estão gostando do curso e qualquer trabalho em grupo, não ajudam; dão desculpas, por exemplo, que já tem muita gente no grupo, que têm matérias mais importantes pra estudar, que não precisam de nota, que se sentem desmotivados porque os professores são ruins, o sistema de avaliação não faz sentido, só estão fazendo o curso pelo status e pelo dinheiro, porque o que realmente querem não é valorizado.

São poucas pessoas que, com pensamentos assim, prejudicam quem tem interesse no curso e nem se quer percebem o quão egoístas estão sendo, principalmente, por ter tirado a vaga de quem poderia estar, agora, na faculdade, e poderia estar feliz por fazer algo que ele quer pra vida dele.

E sobre as últimas linhas do outro parágrafo, uma observação:

Atrevo-me a dizer que, embora os professores não sejam bons, pelo menos, nós temos professores que se esforçam para ensinar a matéria para gente e, na nossa faculdade, os professores tentam ajudar o aluno a passar na matéria. A conhecida como melhor escola de engenharia do Brasil tem professores que nem mesmo vão dar aula e que fazem o de tudo para prejudicar os alunos. Não são todos os professores, mas posso afirmar que os professores mais velhos, em sua maioria, são como o descrito.

É certo? Não.

Mas pare.

Pense.

Se na faculdade já temos inúmeras dificuldades com nossos professores e com o sistema de ensino, imagina quando tivermos nosso próprio emprego. Teremos um chefe, teremos que obedecê-lo, teremos que seguir o sistema dele. E se não gostarmos? Faremos greve? Talvez, mas não vai funcionar. Por quê? Porque tem muita gente querendo nosso emprego. E o que vai acontecer se insistirmos? Demissão.

É triste.

É cruel.

Mas é a realidade.

 

PS: Assista ao segundo episódio da primeira temporada de Black Mirror.

O RESPEITO PELA VIDA

Falar de política, nesses tempos, tem sido bem perigoso; todos sabem, o país tá dividido. Basicamente, há os coxinhas e os petistas e o pior de tudo? É o quanto isso tem afetado o comportamento das pessoas, fazendo florescer o ódio dentro de cada uma.

Bom, o blog é meu, então, eu tenho o direito de escrever a minha opinião, quem não gostar, faz um blog e ficamos todos bem.

O Brasil está uma zona. A ambição – que eu considero algo bom – tornou-se algo doentio e revelou o ódio em cada um. Os que estão no poder estão fazendo o de tudo para tirar os direitos da população; os ricos só dizem que não ligam, pois não são afetados; e quem pode fazer a diferença entre os que estão não poder, estão sendo “atacados” ou melhor: eliminados.

Eu já tava bem frustrada só com isso, mas o que me deixou extremamente frustrada e triste, mas acima de tudo, me fez sentir medo, foi os comentários e as atitudes à respeito da morte da ex-primeira-dama Dona Marisa Letícia.

Eu sou contra o Temer e sempre fui contra o impeachment, mas, SE eu fosse coxinha, eu jamais seria capaz de comemorar a morte de alguém, independente da opinião política dela e de qualquer outra coisa, mesmo se fosse um bandido. Por quê? Porque é desumano. Trata-se de uma vida e há pessoas que tinham laços com quem morreu e, agora, está em pedaços. Imagina que sua mãe/pai/avós/esposa/marido/namorado(a)/amigo(a) tivesse morrido e alguém comentasse “finalmente… vai tarde… vai abraçar o capeta…”, você ia gostar?

Se a resposta for sim, procure um psiquiatra.

Sabe o que conseguiu superar esses comentários de seres bizarros na internet? Óbvio, a conversa dos médicos. Aliás, seriam médicos mesmo ou assassinos? Talvez nenhum desses dois, talvez fossem monstros mesmo.

“Ah, mas eles já estão respondendo pelo o que fizeram…” Meu caro, você acha mesmo que eles são os únicos médicos a fazer esse tipo de coisa? Passar informações de quem está no hospital pra outra de fora é errado, da mesma fora que é errado os médicos do mesmo hospital ficarem conspirando contra uma paciente.

Já pensou que você é internado, uma médica reconhece você e passa informações do seu estado para um grupinho que te conhece e começam a fazer comentários a seu respeito? Você ia amar, né? Só que não. E sonha se você acha que os comentários serão bons.

Essa conversa que vazou dos médicos e algo comum no dia a dia de vários médicos, mas ninguém descobre e, se descobrissem, faltariam muitos médicos nesse país.

O meu medo? É, um dia, um médico desse tipo me atender, atender a minha família… É eu e todos os demais não serem atendidos adequadamente, porque o médico não cumpre o seu dever dentro da ética estabelecida, porque ele coloca os sentimentos pessoais antes dos profissionais, porque ele acha que o fato de ter uma vida nas mãos dele, obrigue-o a julgar quando uma pessoa deve morrer e até onde ela deve sofrer.

Onde foi parar o respeito pela vida? E o que se entende por amor pela profissão?

15 anos

Esses dias, subiu no Twitter a hashtag #WhatIWouldTellA15YearOldMe que me fez ficar pensando no que eu diria para meu eu de 15 anos. Não consegui escrever nada no Twitter, na hora, com essa hashtag.

Claro que nem faz tanto tempo que eu tive 15 anos – em 10 dias, faço 23 – e alguns dos problemas que eu ainda tenho que lidar ainda fazem parte do meu dia a dia. Todavia, esses problemas eram mais intensos quando eu tinha 15 anos. Eu tava entrando na adolescência, ia para meu 1º ano do ensino médio e meus pais queriam que eu fosse para uma escola técnica e como entrar nela? Fazendo vestibulinho.

Era a primeira vez que eu me sentia tão pressionada, principalmente pela minha família. Eu simplesmente não tinha apoio deles. Tinha pensamentos suicidas diariamente, chorava todas as noites e rezava para morrer logo; precisei ir até um psicólogo até que, com a ajuda de amigos que passavam pelos meus problemas, consegui dar a volta por cima. Porém, minha frustração e tristeza pelas atitudes da minha família ficam até hoje.

E por isso eu olho para o meu eu de 15 anos e penso: você tá sendo muito forte. Mesmo com tantas pessoas da sua família te massacrando, você não tá cedendo e isso é algo para você se orgulhar e aprender a confiar em você. Parabéns pela coragem, determinação e esforço; por não deixar que pessoas tóxicas destruam seus sonhos. Tudo isso só está te deixando mais forte para encarar a próxima etapa da sua vida – mais difícil – e por isso mesmo, você saberá como lidar com esses novos desafios.

 

TENTATIVA FRUSTRANTE DE AJUDAR

Acredito que muita  gente, quando fez trabalho em grupo, sofreu com aquele colega que não ajudava, só atrapalhava ou já teve aquele amigo que só tava lá para curtir, não se esforçava em nada e sempre tinha uma desculpa na ponta da língua.

Semestre passado, eu e, na época, minha amiga tínhamos algumas matérias em comum, embora não fôssemos da mesma turma. Ela é aquele tipo que deixa tudo pra última hora, recusa-se fortemente a sacrificar um tempo de lazer para estudar e quando faz algo, faz de qualquer jeito. Dizia para ela estudar, tentava ajuda-la no que podia, mas ela estava sempre mais atenta ao celular: “é que se eu não responder na hora, minha namorada fica brava”.

No atual semestre, pegamos algumas matérias juntas e me arrependo, porque ela continua não se esforçando. Fazemos lab de física juntas e ela sempre quer recolher os dados o mais rápido possível para ir embora, não pergunta se eu preciso de ajuda para fazer o relatório, quando ajuda, faz de qualquer jeito, inventa uma desculpa de que não pôde ajudar porque a namorada estava mal ou porque a família brigou com ela.

Brigamos por causa disso. Tentei ser o mais calma possível na discussão. Disse que ela pouco faz, pouco se interessa e que ela deveria separar o pessoal do profissional. E o que ela fez? Chamou-me de ignorante, julgou o meu caráter por pedir ajuda a outras amigas, usou as brincadeiras que eu faço com ela como humilhações que eu a faço passar, sendo que, quando eu me irrito com alguma brincadeira, eu sempre falo; ela não poderia ter feito o mesmo? Amigo que é amigo diz na cara o que pensa. Não tem meias palavras.

Disse a ela que ela deveria refletir nas atitudes que ela têm tomado e ela diz “você também”. Sim, eu reflito todos os dias, sempre. Tanto que demorei para ter essa discussão com ela, porque estava analisando como ela vem agido. Pensei nas palavras que usaria, mas fiz tudo pelo bem dela. A vida não é fácil. Faculdade é muito difícil, não se resume em festas e participar da Atlética. A gente precisa de um banho de água fria, às vezes, pra encarar a realidade e perceber que contos de fadas não existem, você não terá seu príncipe encantado de uma hora para outra, sua vida não será repleta de purpurina se você apenas esperar acontecer o que deseja realizar-se.

A vida é uma luta. Ela usou minha depressão como meu ponto fraco para os meus erros na faculdade e eu assumo. Mas aqui estou, indo na psiquiatra uma vez ao mês, ao psicólogo toda semana, tomando meu remédio como o prescrito e lutando para não afundar de novo. Se você procurar, sempre terá desculpas para não fazer algo ou fazer de qualquer jeito. Porém, se você quiser, você passa por cima de tudo o que quer te levar para trás. Tem que querer e mais do que isso: fazer acontecer.

Sim, estou triste pelo fim da amizade, mas, acima de tudo, aliviada. Eu tentei de todo o coração ajuda-la e ela, em nenhum momento, reconheceu o que eu fiz por ela. Fiz o que estava ao meu alcance, senti as dores dela, mas nada valeu. Minha parte foi feita. Agora, segue cada uma o seu caminho e deixe que a vida mostre o que deve.